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OMS passará a classificar “vício em videogames” como uma doença específica

Entidade criará uma categoria de patologia específica para jogadores viciados

Por: Jorge C. Filho   |   04/01/2018 - 14:44
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O vício em videogames passará a ser listado como um distúrbio mental pela primeira vez pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A 11ª edição do CID (Classificação Internacional de Doenças) contará com a condição de “desordem de jogos”. O rascunho da desordem que constará na nova edição do manual descreve a categoria da seguinte forma: “Um padrão persistente ou recorrente de jogatina tão severo que tem prioridade sobre outros interesses da vida“.

Problema de saúde pública

A relação patológica com videogames já é considerada um problema de saúde em alguns países, e já levanta a preocupação de tratamento clínico. Essas são medidas razoáveis, contudo, a OMS mais uma vez se mostra confusa e mais preocupada em classificar categorias patológicas midiáticas do que em estabelecer padrões claros de doenças.

Psiquiatras descolados da geração que estão estudando passam então a fazer classificações arbitrárias, que mais parecem uma birra geracional do que uma análise de saúde pública.

Os sintomas incluem:

  • Falta de controle sobre o ato de jogar (frequência, intensidade, duração).
  • Prioridade crescente dada aos jogos.
  • Continuação ou aumento de tempo de jogo a despeito de consequências negativas.

A efetividade da classificação

É evidente que existem pessoas com problemas de vício relacionados a videogames, entretanto, esse comportamento não é diferente do padrão de qualquer outro vício. Colocando essa observação óbvia para funcionar, fica mais evidente uma tendência em culpabilizar gerações mais novas dos problemas mentais.

Na prática, essa nova classificação servirá apenas como mais uma muleta para os pais, psiquiatras e psicólogos despreparados mundo afora. Como nem os sintomas, nem o tratamento, nem o diagnóstico são diferentes de qualquer caso de vício, não há necessidade de se estabelecer esse tipo de classificação. a justificativa de que isso permite serviços mais especializados não se sustenta. Pais que têm filhos que jogam de forma mais intensiva passarão a rotular o filho como doente, para além de tudo, uma vez que, além de ser uma classificação inconsistente, os pais claramente não saberão como usá-la e irão classificar qualquer jovem mais entusiástico em suas jogatinas como viciado.

Como alguém formado nesse meio, fica bastante claro que se trata apenas de mais uma das inúmeras confusões mentais da OMS e de manuais tendenciosos, que deveriam orientar profissionais, mas servem apenas para crucificar pacientes por seus hábitos.

Preparem-se, a velha história de “o videogame vai estragar a TV” vai ganhar uma nova cara.

O novo manual deve ser lançado em 2018.

O vício em videogames passará a ser listado como um distúrbio mental pela primeira vez pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A 11ª edição do CID (Classificação Internacional de Doenças) contará com a condição de “desordem de jogos”. O rascunho da desordem que constará na nova edição do manual descreve a categoria da seguinte forma: “Um padrão persistente ou recorrente de jogatina tão severo que tem prioridade sobre outros interesses da vida“.

Problema de saúde pública

A relação patológica com videogames já é considerada um problema de saúde em alguns países, e já levanta a preocupação de tratamento clínico. Essas são medidas razoáveis, contudo, a OMS mais uma vez se mostra confusa e mais preocupada em classificar categorias patológicas midiáticas do que em estabelecer padrões claros de doenças.

Psiquiatras descolados da geração que estão estudando passam então a fazer classificações arbitrárias, que mais parecem uma birra geracional do que uma análise de saúde pública.

Os sintomas incluem:

  • Falta de controle sobre o ato de jogar (frequência, intensidade, duração).
  • Prioridade crescente dada aos jogos.
  • Continuação ou aumento de tempo de jogo a despeito de consequências negativas.

A efetividade da classificação

É evidente que existem pessoas com problemas de vício relacionados a videogames, entretanto, esse comportamento não é diferente do padrão de qualquer outro vício. Colocando essa observação óbvia para funcionar, fica mais evidente uma tendência em culpabilizar gerações mais novas dos problemas mentais.

Na prática, essa nova classificação servirá apenas como mais uma muleta para os pais, psiquiatras e psicólogos despreparados mundo afora. Como nem os sintomas, nem o tratamento, nem o diagnóstico são diferentes de qualquer caso de vício, não há necessidade de se estabelecer esse tipo de classificação. a justificativa de que isso permite serviços mais especializados não se sustenta. Pais que têm filhos que jogam de forma mais intensiva passarão a rotular o filho como doente, para além de tudo, uma vez que, além de ser uma classificação inconsistente, os pais claramente não saberão como usá-la e irão classificar qualquer jovem mais entusiástico em suas jogatinas como viciado.

Como alguém formado nesse meio, fica bastante claro que se trata apenas de mais uma das inúmeras confusões mentais da OMS e de manuais tendenciosos, que deveriam orientar profissionais, mas servem apenas para crucificar pacientes por seus hábitos.

Preparem-se, a velha história de “o videogame vai estragar a TV” vai ganhar uma nova cara.

O novo manual deve ser lançado em 2018.

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