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Review – Mutant Year Zero: Road to Eden

Jogo mistura exploração e furtividade com estratégia e combate por turnos

Por: Tomaz Martins   |   14/12/2018 - 13:04
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Savescum! Para quem não conhece o termo, savescum é aquele jeitinho de burlar a mecânica de um game salvando seu progresso antes de avançar em seu conteúdo, assim se algo de errado acontecer, basta carregar o último save, e voilá.

Eu sei que muitos execram essa prática, afirmando que trata-se de cheat ou que o jogador escolheu a dificuldade errada – em outras palavras, um monte de blá blá blá que falam da boca pra fora, porque no fundo todo mundo usa esse “scamzinho” de vez em quando, seja para conseguir aquela arma perfeita que só dropa em um determinado boss ou por não querer perder sua invencibilidade, ainda mais quando você tem a fucking Selma no seu squad, que erra praticamente todo tiro!

Se eu fosse resumir em uma palavra minha experiência com este novo jogo da The Bearded Ladies, definitivamente seria Savescum. Como pode 75% de chance chegar tão próximo de 0%, é incrivel!

Mutant Year Zero: Road to Eden

Brincadeiras a parte, Mutant Year Zero: Road to Eden, assim como sua variante de tabuleiro, é um jogo incrível e completamente viciante, e para falar dele é melhor colocarmos em tópico.

Ambientação “Chernobylesca”

O primeiro detalhe do game que salta aos olhos é, sem dúvida, sua ambientação, feita com o poder da consagrada Unreal Engine. Com um caráter sombrio, similar a Chernobyl e extramamente bem construído, o mundo de Mutant Year Zero retrata com maestria um cenário pós-apocalíptico no qual mutantes infestam o planeta.

Quando fora de combate, o game acerta em cheio ao deixar o jogador livre para explorar os arredores de seu estonteante mapa, seja para coletar recursos, como aprimoramentos para armaduras ou armas, itens e artefatos que podem ser trocados com NPCs na cidade, ou para decidir como é a melhor forma de se aproximar de um possível combate.

História

Com essa linda ambientação então, Year Zero te leva para um planeta completamente destruído após um evento apocalíptico, causado pela ganância do ser humano, praticamente dizimar a humanidade.

Sem muitas explicações de como tudo aconteceu, o jogo mostra um mundo no qual o resto dos homens livres, junto com alguns mutantes, sobrevivem em um lugar chamado de Arca, que é comandado pelo “Ancião” e protegido pelos Stalkers, guerreiros que buscam por destroços para manter o último bastião da humanidade em funcionamento.

Todo o resto do mundo, por sua vez, é conhecido como “Zona”, e nela residem os temíveis ghouls, seres que acreditam na construção de um novo mundo através de meios obscuros.

A jornada dos heróis começa de verdade após aproximadamente 1 ou 2 horas de gameplay, quando são enviados em uma missão para encontrar o Stalker mais famoso de todos os tempos, que misteriosamente está a procura de um local chamado “Eden”, onde não há mutações e todos vivem felizes e prósperos.

Personagens / Squad

De começo, o jogador controla apenas dois personagens mutantes: Bormin, um javali raivoso e de pavio curto, e Dux, um pato astuto e irônico.

Enquanto Bormin tem características e mutações mais propícias para ser tanque, Dux tem um caráter sorrateiro e pode atacar a distância com armas silenciosas (o que é extramemente importante).

No meio do jogo, contudo, somos apresentados à humana do squad, Selma. Sim, ela mesmo, a que transforma 75% em aproximadamente 5%.

Selma, assim como Dux, também possui características propícias para furtividade e ataques a distância, no entanto, também tem mutações que podem ser usadas como tanque.

Mutant Year Zero: Road to Eden

Combate por turno

O combate por turnos de Year Zer é simples e intuitivo nos comandos, tanto que é desnecessário um tutorial para jogadores menos experiente e menos acostumados com o gênero, mas extremamente complexo em sua estratégia – voltando ao termo savescum, confesso que tive que retomar o save game anterior à batalha diversas vezes durante o gameplay.

São tantas as variáveis que podem interferir no sucesso ou no fracasso de uma batalha, que um simples pack de ghouls pode lhe tomar longos minutos para montar a estratégia perfeita de combate.

Entre estas variavéis destacam-se principalmente o posicionamento antes da batalha (tanto de seus personagens quanto dos inimigos), o relevo do terreno em que você se encontra, os tipos de cobertura que poderão ser usadas (já que existem diferenciações de mitigação de dano em cada cobertura), as armas, equipamentos e habilidade de cada personagem e dos inimigos, e, claro, onde você vai encaixar a Selma em toda essa história.

É claro que, como em praticamente todo jogo, existe uma pequena aleatoriedade, o famoso rngesus, com relação à chance de acerto dos personagens e dos inimigos, no entanto ela interfere muito pouco no resultado de um combate se você montar uma boa estratégia de luta.

Mutant Year Zero: Road to Eden

Árvore de habilidades / Mutações

Cada personagem tem uma árvore de habilidades e mutações distintas do outro, o que abre espaço para que cada membro do esquadrão se espacialize em um tipo de abordagem, de acordo com o estilo de jogador.

Por exemplo, a “infalível” Selma tem uma habilidade muito poderosa de controle de grupo, na qual ela impede um inimigo de se movimentar por um turno inteiro. Esta habilidade é adquirida em suas mutações, e, assim como nos outros personagens, ela só pode ser utilizada algumas vezes, seguindo algumas restrições.

Em Bormin e Dux, por sua vez, as mutações podem oferecer habilidades como chamar a atenção de dano para si no javali, e aumentar a chance de acerto crítico em 100% no pato.

É claro que existem diversas outras mutações para cada herói, tanto que cada personagem pode carregar até três delas em um mesmo tempo, e isso dá um saboroso gostinho de RPG no jogo.

Veredito

É inegável que Mutant Year Zero: Road to Eden é um jogo extremamente viciante, bem feito e divertido de se jogar, e pode render horas e mais horas de gameplay em sua campanha, além de ter um bom apelo de re-jogabilidade.

Destaco apenas como pontos negativos alguns poucos problemas técnicos de bugs ocasionais (que já estão sendo resolvidos pela desenvolvedora), e uma movimentação um pouco não-fluída dos personagens.

Mas não tenho a menor dúvida que ele é ideal para fãs de jogos com combate por turno, e definitivamente é um jogo que vai te prender durante muitas horas, seja quebrando a cabeça com estratégias perfeitas de combate, ou montando builds e equipando os personagens de n maneiras diferentes. Seja como for, com certeza é um jogo que vai te conquistar, independente de você estar ou não familiarizado com o gênero.

Savescum! Para quem não conhece o termo, savescum é aquele jeitinho de burlar a mecânica de um game salvando seu progresso antes de avançar em seu conteúdo, assim se algo de errado acontecer, basta carregar o último save, e voilá.

Eu sei que muitos execram essa prática, afirmando que trata-se de cheat ou que o jogador escolheu a dificuldade errada – em outras palavras, um monte de blá blá blá que falam da boca pra fora, porque no fundo todo mundo usa esse “scamzinho” de vez em quando, seja para conseguir aquela arma perfeita que só dropa em um determinado boss ou por não querer perder sua invencibilidade, ainda mais quando você tem a fucking Selma no seu squad, que erra praticamente todo tiro!

Se eu fosse resumir em uma palavra minha experiência com este novo jogo da The Bearded Ladies, definitivamente seria Savescum. Como pode 75% de chance chegar tão próximo de 0%, é incrivel!

Mutant Year Zero: Road to Eden

Brincadeiras a parte, Mutant Year Zero: Road to Eden, assim como sua variante de tabuleiro, é um jogo incrível e completamente viciante, e para falar dele é melhor colocarmos em tópico.

Ambientação “Chernobylesca”

O primeiro detalhe do game que salta aos olhos é, sem dúvida, sua ambientação, feita com o poder da consagrada Unreal Engine. Com um caráter sombrio, similar a Chernobyl e extramamente bem construído, o mundo de Mutant Year Zero retrata com maestria um cenário pós-apocalíptico no qual mutantes infestam o planeta.

Quando fora de combate, o game acerta em cheio ao deixar o jogador livre para explorar os arredores de seu estonteante mapa, seja para coletar recursos, como aprimoramentos para armaduras ou armas, itens e artefatos que podem ser trocados com NPCs na cidade, ou para decidir como é a melhor forma de se aproximar de um possível combate.

História

Com essa linda ambientação então, Year Zero te leva para um planeta completamente destruído após um evento apocalíptico, causado pela ganância do ser humano, praticamente dizimar a humanidade.

Sem muitas explicações de como tudo aconteceu, o jogo mostra um mundo no qual o resto dos homens livres, junto com alguns mutantes, sobrevivem em um lugar chamado de Arca, que é comandado pelo “Ancião” e protegido pelos Stalkers, guerreiros que buscam por destroços para manter o último bastião da humanidade em funcionamento.

Todo o resto do mundo, por sua vez, é conhecido como “Zona”, e nela residem os temíveis ghouls, seres que acreditam na construção de um novo mundo através de meios obscuros.

A jornada dos heróis começa de verdade após aproximadamente 1 ou 2 horas de gameplay, quando são enviados em uma missão para encontrar o Stalker mais famoso de todos os tempos, que misteriosamente está a procura de um local chamado “Eden”, onde não há mutações e todos vivem felizes e prósperos.

Personagens / Squad

De começo, o jogador controla apenas dois personagens mutantes: Bormin, um javali raivoso e de pavio curto, e Dux, um pato astuto e irônico.

Enquanto Bormin tem características e mutações mais propícias para ser tanque, Dux tem um caráter sorrateiro e pode atacar a distância com armas silenciosas (o que é extramemente importante).

No meio do jogo, contudo, somos apresentados à humana do squad, Selma. Sim, ela mesmo, a que transforma 75% em aproximadamente 5%.

Selma, assim como Dux, também possui características propícias para furtividade e ataques a distância, no entanto, também tem mutações que podem ser usadas como tanque.

Mutant Year Zero: Road to Eden

Combate por turno

O combate por turnos de Year Zer é simples e intuitivo nos comandos, tanto que é desnecessário um tutorial para jogadores menos experiente e menos acostumados com o gênero, mas extremamente complexo em sua estratégia – voltando ao termo savescum, confesso que tive que retomar o save game anterior à batalha diversas vezes durante o gameplay.

São tantas as variáveis que podem interferir no sucesso ou no fracasso de uma batalha, que um simples pack de ghouls pode lhe tomar longos minutos para montar a estratégia perfeita de combate.

Entre estas variavéis destacam-se principalmente o posicionamento antes da batalha (tanto de seus personagens quanto dos inimigos), o relevo do terreno em que você se encontra, os tipos de cobertura que poderão ser usadas (já que existem diferenciações de mitigação de dano em cada cobertura), as armas, equipamentos e habilidade de cada personagem e dos inimigos, e, claro, onde você vai encaixar a Selma em toda essa história.

É claro que, como em praticamente todo jogo, existe uma pequena aleatoriedade, o famoso rngesus, com relação à chance de acerto dos personagens e dos inimigos, no entanto ela interfere muito pouco no resultado de um combate se você montar uma boa estratégia de luta.

Mutant Year Zero: Road to Eden

Árvore de habilidades / Mutações

Cada personagem tem uma árvore de habilidades e mutações distintas do outro, o que abre espaço para que cada membro do esquadrão se espacialize em um tipo de abordagem, de acordo com o estilo de jogador.

Por exemplo, a “infalível” Selma tem uma habilidade muito poderosa de controle de grupo, na qual ela impede um inimigo de se movimentar por um turno inteiro. Esta habilidade é adquirida em suas mutações, e, assim como nos outros personagens, ela só pode ser utilizada algumas vezes, seguindo algumas restrições.

Em Bormin e Dux, por sua vez, as mutações podem oferecer habilidades como chamar a atenção de dano para si no javali, e aumentar a chance de acerto crítico em 100% no pato.

É claro que existem diversas outras mutações para cada herói, tanto que cada personagem pode carregar até três delas em um mesmo tempo, e isso dá um saboroso gostinho de RPG no jogo.

Veredito

É inegável que Mutant Year Zero: Road to Eden é um jogo extremamente viciante, bem feito e divertido de se jogar, e pode render horas e mais horas de gameplay em sua campanha, além de ter um bom apelo de re-jogabilidade.

Destaco apenas como pontos negativos alguns poucos problemas técnicos de bugs ocasionais (que já estão sendo resolvidos pela desenvolvedora), e uma movimentação um pouco não-fluída dos personagens.

Mas não tenho a menor dúvida que ele é ideal para fãs de jogos com combate por turno, e definitivamente é um jogo que vai te prender durante muitas horas, seja quebrando a cabeça com estratégias perfeitas de combate, ou montando builds e equipando os personagens de n maneiras diferentes. Seja como for, com certeza é um jogo que vai te conquistar, independente de você estar ou não familiarizado com o gênero.


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